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Orientação para longo prazo

A orientação para longo prazo está estritamente relacionada ao horizonte de tempo de uma sociedade ou planejamento horizontal. São pontos fixos de tempo no futuro onde processos serão
avaliados ou assumidos como realizados.

A conclusão do estudo de Hofstede sugere que o Brasil tem uma orientação e abordagem de longo prazo e que assume uma postura quase asiática em relação ao seu planejamento.

O país tem forte presença de pessoas mais ponderadas, que esperam os fatos acontecerem em vez de fazer com que os seus objetivos se concretizem.

Ao contrário do que sugere Hofstede, não temos cultura de planejamento, seja governamental, seja empresarial ou mesmo familiar. Somos mais voltados para ações pontuais e de curto prazo. Por esse motivo, a população acaba se dispersando e trabalhando de maneira a “correr atrás do prejuízo”.

O entendimento da ETALENT quanto a essa questão é de que o planejamento, apesar de ser realizado tipicamente por aqueles de alta Estabilidade, é liderado por pessoas com alta Dominância que, invariavelmente, têm a capacidade de analisar o futuro, tomar as decisões ORIENTAÇÃO PARA LONGO PRAZO (LTO) no presente e criar as condições necessárias para as coisas acontecerem. Essas atitudes são relacionadas a quem corre o risco e ousa.

Dentro dessa perspectiva, os números representados pelas pessoas de alta Dominância não ultrapassam 9%, o que não faz do brasileiro um povo tipicamente capaz de tomar decisões voltadas para o longo prazo, obter os recursos no presente e construir o futuro.

Mesmo considerando somente os aspectos ligados à natureza de ser um planejador, característico das pessoas com alta Estabilidade, somente 29,10% da população possui tal peculiaridade.

Ao compararmos a teoria de Hofstede à predominância do talento do brasileiro, vemos que o país tem forte presença de pessoas mais ponderadas, que esperam os fatos acontecerem em vez de fazer com que os seus objetivos se concretizem.

Em comparação com os Estados Unidos, verificamos que o índice de aversão à incerteza deste é muito inferior, ou seja, os americanos preferem correr riscos e obter maiores resultados a aguardar que tudo aconteça. A cultura de não esperar que alguém seja o salvador da pátria é reforçada por eles.

O presidente Kennedy, em um dos seus discursos, enfatizou:

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

Diferentemente, a nossa cultura tem se voltado muito mais a “dar o peixe” do que a “ensinar a pescar”.

* Texto extraído da Pesquisa Talento Brasileiro


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