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Comunicação, uma ferramenta para o sucesso

A arte da comunicação tem sido apontada, nos dias atuais, como a principal ferramenta para o sucesso, em qualquer área de atuação do ser humano. Como tudo que é importante é raro de se encontrar, é impressionante como esta arte está sumindo do mercado.

Tem chamado a minha atenção, nos mais diversos trabalhos de consultoria em todo o Brasil, como em plena era da informação quão pouco evoluímos na maneira de nos comunicar.

Enchemos os escritórios das mais modernas máquinas, contratamos pessoas super especializadas, exigimos que falem idiomas, que apresentem em seu curriculum cada vez mais diplomas e o que estas pessoas encontram ao passarem a fazer parte do quadro de funcionários de uma empresa?

Presidentes, Diretores, Gerentes, Supervisores que entendem do ramo do negócio, mas que pouco entendem de comunicação!

Tivemos oportunidade de conhecer os mais diversos tipos:

1. O trator: trata o funcionário debaixo dos cascos. Pisa em todo mundo para conseguir o que quer.

2. O Distante: espera que todos tenham bola de cristal e adivinhem o que ele deseja.

3. O Arrogante: não ouve opiniões, só olha para o seu próprio umbigo e só faz o que quer e como quer.

4. O Intelectual: mergulha no seu trabalho e ignora que os outros necessitam de instruções.

5. O Grosso: emite grunhidos , vive de mau humor e fica com raiva quando não é entendido.

6. O Voador: Está sempre planejando, abre muitas frentes de uma vez e não consegue fazer as coisas acontecerem.

7. O Pé de Chumbo: não permite que nenhuma mudança seja feita. Tudo que chega em sua mão para resolver, estanca. Prende os processos. Pisa em cima e não deixa andar.

8. O Equilibrista: Não quer desagradar a ninguém , não toma as atitudes que deveria e nem diz o que precisaria.

9. O Paizão: Apadrinha, protege os membros de sua equipe.

10. O Juiz: Não importa resolver o problema. Importa quem está certo. Nunca se pode mudar a regra do jogo , mesmo que seja para o bem da empresa.

Fazer muito com pouco é a ordem do dia. O que não seríamos capazes de fazer se tivéssemos uma boa comunicação? Talvez muito mais do que faria uma pasta carregada de diplomas ou máquinas de ultima geração.

A arte de se comunicar envolve tantos aspectos , é tão pessoal e traz tantas consequências que deveria ser tratada com mais profundidade e seriedade.

O aprendizado da comunicação começa em casa na repetição da forma de se comunicar dos nossos pais, nos limites que recebemos, no conceito de respeito que interiorizamos, na capacidade de ouvir de quem nos educou e se estende à escola.

As famílias pouco se detêm em aperfeiçoar uma forma harmoniosa de relacionamento e de cuidado na forma de tratar as crianças e os jovens. As escolas descuidam-se dos seus professores e não se interessam em pesquisar se seus alunos possuem ou não distúrbios fisiológicos que facilmente seriam identificados por um bom fonoaudiólogo e evitariam problemas atuais e futuros. Uma comunicação distorcida forma os maiores traumas que irão repercutir pela vida afora do indivíduo.

Esta orientação para ser eficiente e eficaz , requer profissionais especializados nas diversas áreas de atuação, em um trabalho multidisciplinar integrado, voltado para o mesmo objetivo..

A fonoaudiologia estuda a comunicação humana, procurando pesquisar e atuar nas dificuldades que ocorrem em nível da linguagem oral e gráfica, voz e audição. A respiração, sucção, mastigação e deglutição são consideradas pré-linguísticas, pois são elas que preparam o mecanismo da linguagem articulada. Um grande foniatra já sentenciou:

“Ensine uma criança a respirar bem e a se alimentar corretamente e você estará ensinando-a a falar”.

A mãe e/ou adulto têm um papel fundamental no desenvolvimento da linguagem e da fala . Muitos casos passam despercebidos em casa e na escola de distúrbios que comprometem o desenvolvimento da comunicação da criança e geram comprometimento orgânico. Uma observação especializada e orientação adequada aos profissionais responsáveis pela assistência às mesmas poderão evitar e corrigir em tempo estes distúrbios. Entre eles:

  • Deglutição atípica
  • Atraso no desenvolvimento da linguagem
  • Disfluência fisiológica
  • Distúrbio articulatório
  • Gagueira
  • Projeção/sigmatismo, entre outros.

A psicologia atua nos padrões mentais e dificuldades em relação aos temperamentos e orienta na melhor forma de expressar – se dentro de sua forma natural de ser e não apenas como manda o figurino.

Aprender a comunicar-se envolve muitos aspectos e leva tempo. Entretanto, nada é mais gratificante do que o sentimento de entender e ser entendido pelas pessoas.

 

Vânia Portela

Por Vânia Portela
Sócia da Portela & Cavalcanti – Gestão Estratégica de Pessoas & Coaching. Psicóloga clínica e palestrante, com 33 anos de experiência em programas de mudança, desenvolvimento pessoal e comportamental. Possui especialização em Dinâmica de Grupos, Psicoterapia da Família, Análise Transacional, Pós-Graduação em Psicologia da Família, Neurolinguística e Bioenergética, entre outros.


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